Pio IX

Justiça condena vereador de Pio IX após chamar prefeito de “ladrão” em sessão da Câmara

Justiça condena vereador de Pio IX após chamar prefeito de “ladrão” em sessão da Câmara

A Justiça da Comarca de Pio IX condenou o vereador Carlito Pedro de Alencar pelo crime de difamação após declarações feitas contra o prefeito do município, Silas Noronha Mota, durante discurso na tribuna da Câmara Municipal. A decisão foi proferida pela Vara Única da Comarca de Pio IX.

De acordo com o processo, o parlamentar afirmou publicamente que o prefeito seria “ladrão” e que estaria “tirando dinheiro da cidade para mandar para outro estado”. As declarações, feitas durante sessão legislativa, não foram acompanhadas de documentos ou provas que sustentassem as acusações, o que motivou a queixa-crime apresentada pelo gestor municipal.

Durante a instrução do processo, foram analisados vídeos da sessão e colhidos depoimentos das partes. O próprio vereador confirmou que utilizou a tribuna para fazer as afirmações. Segundo o juiz responsável pelo caso, as falas ultrapassaram os limites da crítica política e configuraram imputação de fato ofensivo à reputação do prefeito.

Na sentença, o magistrado destacou que, embora a liberdade de expressão e o debate político sejam garantias fundamentais da democracia, esses direitos não autorizam acusações graves sem qualquer base factual. O juiz também ressaltou que a imunidade parlamentar não pode ser utilizada como proteção para práticas que configurem crimes contra a honra.

Pena

O vereador foi condenado pelo crime de difamação, previsto no artigo 139 do Código Penal, com agravante por a ofensa ter sido dirigida a funcionário público em razão de suas funções. A pena foi fixada em 4 meses de detenção em regime inicial aberto e 13 dias-multa.

No entanto, a Justiça determinou a substituição da pena privativa de liberdade por prestação pecuniária, equivalente ao pagamento de oito salários mínimos, a serem destinados à vítima.

Veja a decisão em 1ª instância

Outro lado

Procurado, o vereador Carlito Pedro de Alencar informou que já recorreu da decisão e que o caso será analisado pelas instâncias superiores.

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