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Piauí terá temperaturas mais altas com a chegada do El Niño, alerta Defesa Civil

Fenômeno climático já provoca noites mais quentes no estado e tem potencial para se tornar um dos mais fortes registrados desde 1950.

Piauí terá temperaturas mais altas com a chegada do El Niño, alerta Defesa Civil

O fenômeno climático El Niño voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico Equatorial e já começa a provocar impactos no clima do Piauí. A principal consequência observada neste momento é o aumento das temperaturas, especialmente durante a noite, cenário que tende a se intensificar ao longo das próximas semanas.

De acordo com o climatologista e diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, Werton Costa, o fenômeno está em fase de formação, mas deve começar a influenciar de forma mais significativa a atmosfera, os ventos e o regime de chuvas no fim de junho.

Segundo o especialista, os piauienses já sentem os primeiros reflexos do aquecimento das águas do Oceano Pacífico. A redução da cobertura de nuvens favorece maior incidência da radiação solar, contribuindo para o aumento da sensação de calor em diversas regiões do estado.

Piauí terá temperaturas mais altas com a chegada do El Niño, alerta Defesa Civil

Os efeitos também já são percebidos durante a noite. Conforme o climatologista, cidades como Teresina registram noites mais quentes do que a média considerada normal para esta época do ano, condição que deve persistir à medida que o fenômeno ganha força.

A confirmação do retorno do El Niño foi divulgada por centros meteorológicos internacionais e órgãos oficiais de monitoramento climático. Dados recentes apontam que o índice Niño 3.4 alcançou +0,7°C na primeira semana de junho, valor que caracteriza oficialmente o estabelecimento do fenômeno. O aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial também reforça o cenário de consolidação observado pelos especialistas.

As projeções climáticas indicam que o El Niño poderá se fortalecer gradualmente ao longo dos próximos meses. Modelos meteorológicos internacionais apontam a possibilidade de o fenômeno alcançar intensidade forte durante a primavera do Hemisfério Sul e permanecer ativo até o verão de 2026 e 2027.

Segundo estimativas divulgadas por centros de monitoramento climático, existe 63% de probabilidade de que o fenômeno atinja a categoria de El Niño muito forte entre novembro, dezembro e janeiro. Caso essa previsão se confirme, o evento poderá figurar entre os mais intensos já registrados desde o início das medições modernas, em 1950.

Historicamente, episódios de El Niño costumam provocar redução das chuvas em áreas das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Esse cenário pode aumentar o risco de estiagens prolongadas, reduzir a umidade do solo e pressionar os recursos hídricos. Em contrapartida, a Região Sul geralmente registra chuvas acima da média durante períodos de atuação do fenômeno.

Especialistas destacam que os impactos podem variar conforme as características de cada região. No entanto, quanto maior a intensidade do El Niño, maiores tendem a ser as alterações nos padrões de temperatura e precipitação, aumentando a probabilidade de eventos climáticos associados ao fenômeno.

Fonte: RevistaAZ

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