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Mulher trans é encontrada morta no Piauí; caso é investigado

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao crime.

A mulher trans Tabatha Lavinny foi encontrada morta na manhã de domingo (2), na zona Leste de Teresina. O caso está sendo acompanhado pela Coordenadoria de Proteção aos LGBTQIAPN+ da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), que informou ter iniciado o acompanhamento das investigações.

Segundo a coordenadora da pasta, Leonna Osternes, o órgão tomou conhecimento da ocorrência ainda nas primeiras horas de domingo e entrou em contato com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com ela, foi informado que o caso havia sido encaminhado para a Delegacia de Feminicídio, onde será instaurado o inquérito policial.

Tabatha Lavinny foi morta a tiros. (Foto: reprodução)

“Tive ciência nas primeiras horas do dia 2 pela manhã e, logo em seguida, entrei em contato com o delegado Baretta para que ele pudesse me passar mais informações sobre esse caso. Algumas informações não podem ser repassadas devido às investigações, que são sigilosas para que se chegue aos envolvidos”, afirmou.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar a autoria, a motivação e as circunstâncias da morte de Tabatha Lavinny. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao crime.

Em nota, a Coordenadoria de Proteção aos LGBTQIAPN+ lamentou o assassinato de Tabatha Lavinny e cobrou rigor na apuração do caso.

Confira a nota completa:

“Recebemos com profunda tristeza e indignação a notícia do assassinato de uma mulher transexual, ocorrido na manhã de domingo (02), na zona Leste de Teresina.

Até então, o Piauí figurava entre os estados sem registros de assassinatos de pessoas trans notificados em âmbito nacional no ano de 2025. Hoje, essa realidade foi interrompida por mais uma vida brutalmente ceifada pela violência, em um contexto que exige investigação rigorosa para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.

Não podemos naturalizar a violência que atinge a população trans e travesti. O preconceito, a discriminação, o ódio e a transfobia continuam produzindo exclusão, sofrimento e, muitas vezes, a morte de pessoas que lutam diariamente pelo direito de viver com dignidade, respeito e igualdade.

Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a toda a comunidade LGBTQIAPN+ neste momento de dor.

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa dos direitos humanos e com o enfrentamento de todas as formas de violência e discriminação. É urgente fortalecer cada vez mais as políticas públicas de proteção, garantir o acesso à justiça e promover uma cultura de respeito à diversidade.

Parem de nos matar.

Toda vida trans e travesti importa. Viver é um direito de todas as pessoas.”

Fonte: Portal Clube News

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