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Eleições: Lula diz ter “leve impressão” de que não haverá segundo turno

Presidente afirmou, em entrevista à Band, que não acredita na realização de uma segunda rodada de votação

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e candidato à reeleição | Ricardo Stuckert/PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e candidato à reeleição | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (27) que acredita que a eleição presidencial poderá ser decidida no primeiro turno. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o candidato à reeleição disse ter “uma leve impressão” de que não haverá segunda rodada de votação.

“Eu tô com uma leve impressão de que não haverá segundo turno”, declarou Lula. O presidente também afirmou que espera vencer a eleição já na primeira votação, marcada para 4 de outubro. A declaração representa a avaliação do próprio candidato sobre o resultado da disputa.

Lula citou a própria trajetória política e a do vice-presidente Geraldo Alckmin e disse que os eleitores deveriam analisar as biografias e os históricos dos demais candidatos antes de decidir o voto.

Lula propõe mudar escolha de ministros do STF

Na mesma entrevista, Lula defendeu uma mudança no critério de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a indicação não deveria depender exclusivamente do presidente da República. “Eu acho que tem que mudar o critério. Eu acho que não pode ser só o presidente que indique”, afirmou.

O presidente sugeriu a criação de um colegiado com participação da sociedade civil para analisar os nomes antes do encaminhamento ao Senado. Entre as instituições mencionadas estão a OAB, a CNBB, entidades de juristas, sindicatos e organizações empresariais.

Lula não apresentou, na entrevista, um projeto detalhado sobre a composição ou as atribuições desse eventual colegiado. A proposta dependeria de mudanças no modelo atualmente previsto pela Constituição.

Presidente fala sobre perfil dos ministros

Lula afirmou que está preocupado com a biografia dos futuros ministros e com os critérios utilizados para as indicações.

“É preciso a gente discutir com muito mais cuidado a biografia das pessoas que vão assumir a Suprema Corte. Eu estou preocupado agora é com o critério de indicação”, disse.

O presidente também defendeu que os ministros tenham responsabilidade com a sociedade e destacou o papel do STF como guardião da Constituição.

Mulher não seria único critério para indicação

Questionado sobre a possibilidade de indicar uma mulher para a vaga atualmente aberta no STF, Lula afirmou que o gênero não deve ser o único critério utilizado na escolha.

Segundo ele, a indicação deve considerar a necessidade e a qualificação dos candidatos. O presidente afirmou ainda que não teria resistência à escolha de uma mulher caso houvesse candidatas em condições equivalentes.

“Se tiver mulher, sabe, em condições as mesmas, eu já indiquei duas. Não tem nenhum problema de indicar a mulher”, declarou.

Como funciona atualmente a indicação

Pelas regras atuais, os ministros do STF são indicados pelo presidente da República e precisam ser aprovados pela maioria absoluta do Senado Federal após sabatina. A proposta mencionada por Lula acrescentaria uma etapa de avaliação por um eventual colegiado antes do envio do nome ao Senado. O presidente, porém, ainda não detalhou como esse mecanismo funcionaria.

Fonte: Meio News

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