Tempestade solar deve atingir a Terra e provocar auroras boreais; veja quando e onde observar
Tempestade solar deve atingir a Terra e provocar auroras boreais; veja quando e onde observar
Uma tempestade solar de nível moderado deve atingir a Terra a partir desta sexta-feira (9), após uma sequência de erupções no Sol. O fenômeno pode aumentar a ocorrência de auroras boreais e austrais em regiões próximas aos polos durante o fim de semana.

A atividade teve origem na mancha solar AR4549, considerada instável. Segundo alertas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e do Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, os primeiros efeitos sobre o campo magnético terrestre são esperados na sexta-feira.
Foram registradas pelo menos três grandes nuvens de partículas solares em direção à Terra. Como os eventos ocorreram em sequência, a previsão é de que elas cheguem ao planeta em momentos diferentes.
A primeira e principal nuvem deve alcançar a Terra na sexta-feira (9), quando também está previsto o período de maior instabilidade magnética. As outras duas podem chegar entre sábado (10) e domingo (11), com possibilidade de atingir o planeta de forma mais lateral.
Onde as auroras podem aparecer
A tempestade prevista é classificada como G2, considerada de intensidade moderada em uma escala que vai de G1 a G5. Nessa condição, as auroras podem ser observadas em áreas mais afastadas dos polos do que durante períodos de atividade solar menos intensa.
No Hemisfério Norte, entre as regiões que podem ter condições para observar o fenômeno estão áreas do norte dos Estados Unidos, como Nova York e Idaho, além da Escócia e de outras partes do norte do Reino Unido.
No Hemisfério Sul, as possibilidades se concentram no sul da Nova Zelândia e na Tasmânia, na Austrália. No Brasil e em outros países da América Latina próximos à linha do Equador, as auroras não devem ser visíveis, já que o fenômeno tende a ocorrer em latitudes mais elevadas.

Tempestade solar oferece riscos?
Uma tempestade de nível G2 é classificada como moderada. Além das auroras, o fenômeno pode provocar pequenas variações temporárias em redes elétricas de regiões mais ao norte e interferências breves em sinais de rádio de longa distância.
Para a maior parte das pessoas, o principal efeito esperado é a alteração da atividade geomagnética e a possibilidade de observação das auroras em regiões onde as condições forem favoráveis.
Fonte: Portal O Dia





