Advogada de Pio IX é vítima de golpe e alerta clientes sobre contatos falsos
A advogada Paloma Sousa, especialista em Direito Previdenciário e atuante na cidade de Pio IX – PI, foi vítima de um golpe de estelionato praticado por criminosos que se passaram por ela para enganar clientes e solicitar transferências via PIX. Os golpistas alegavam falsamente que os valores seriam destinados ao pagamento de “taxas necessárias” para liberação de quantias judiciais.
Segundo Paloma, os criminosos utilizaram seu nome, foto e até informações reais de processos para dar credibilidade à fraude. Uma das vítimas chegou a transferir R$ 999,23, acreditando tratar diretamente com a advogada.

“Peço a todos os meus clientes e conhecidos que fiquem atentos. Eu não solicito valores por mensagem ou antes do encerramento do processo. Caso alguém entre em contato se passando por mim e pedindo transferência ou pagamento, denunciem e bloqueiem imediatamente”, alertou a advogada.
Vídeo abaixo:
O golpe ocorreu na tarde da quarta-feira, 22 de outubro de 2025, e pelo menos três números diferentes já foram identificados. Os golpistas seguiam o mesmo padrão: apresentavam-se como advogada da parte, citavam o número do processo e afirmavam que o cliente teria valores a receber, condicionando a liberação ao pagamento antecipado de uma taxa.
Paloma registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e comunicou o fato à OAB-PI. Ela orienta que qualquer pessoa que receba mensagens suspeitas entre em contato apenas pelos canais oficiais ou presencialmente no escritório.


Golpe do falso advogado cresce em todo o país
Casos semelhantes ao ocorrido em Pio IX vêm sendo registrados em várias regiões do Brasil, segundo alerta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional).
O chamado “golpe do falso advogado” vem se sofisticando com o uso de dados verdadeiros obtidos em bancos de dados públicos e processos judiciais.
De acordo com a OAB, até agosto de 2025 já haviam sido registradas 2.619 denúncias formais desse tipo de fraude, em todos os estados e até no exterior.
Em cerca de 90% dos casos, os criminosos atuam por WhatsApp, utilizando nomes, fotos, timbres e números de registro na OAB de advogados reais. As vítimas geralmente são pessoas que aguardam o recebimento de precatórios, RPVs ou benefícios previdenciários.
Como se proteger
O TRF3 e várias seccionais da OAB têm promovido campanhas de conscientização com dicas de segurança para evitar novos golpes. Entre as principais recomendações estão:
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❌ Nunca realizar pagamentos antecipados sem confirmar diretamente com o advogado de confiança;
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⚠️ Desconfiar de contatos inesperados que criem senso de urgência;
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Verificar a identidade do advogado junto à OAB ou no escritório;
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Proteger dados pessoais e bancários, evitando compartilhamento por mensagens;
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Guardar mensagens e comprovantes em caso de suspeita para auxiliar investigações.
Em agosto de 2025, o Conselho Federal da OAB (CFOAB) encaminhou ao CNJ uma proposta de protocolo nacional para reforçar a segurança dos dados judiciais, com medidas como:
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Separação de dados pessoais em arquivos sigilosos;
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Rastreabilidade de downloads de documentos;
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Alertas automáticos de fraude em sistemas eletrônicos.
“O golpe do falso advogado não apenas causa prejuízos financeiros e emocionais, mas também abala a confiança da sociedade na advocacia e no sistema de Justiça”, afirmou o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti.
Ferramentas e apoio
A OAB lançou a plataforma ConfirmADV, que permite ao cidadão verificar a identidade de advogados em tempo real. O sistema solicita confirmação direta do profissional e, caso não haja resposta, o usuário é alertado sobre a falta de verificação.
Além disso, a OAB-SP criou um formulário de denúncias online e distribui uma cartilha educativa orientando vítimas sobre como proceder e registrar boletim de ocorrência, passo essencial para viabilizar investigações.
Conclusão
O caso da advogada Paloma Sousa, de Pio IX, reforça que o golpe do falso advogado é uma ameaça real e crescente, impulsionada pela facilidade de acesso a dados públicos e pela sofisticação das fraudes digitais.
A cooperação entre advogados, clientes, OAB e CNJ é fundamental para fortalecer a segurança digital, proteger os cidadãos e preservar a credibilidade da Justiça e da advocacia brasileira.
Fonte: OAB Nacional / CNJ





