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Marcelo Castro pede “calma” e admite ser candidato a governador do Piauí em 2022

Foto: Roberta Aline

Pela primeira vez após as eleições de 2020, o MDB reúne nesta sexta-feira (19) os diretórios municipal e estadual para discutir o pleito de 2022. No encontro, o presidente do Diretório Estadual, Marcelo Castro buscou acalmar os aliados ao afirmar que estará na linha de frente das discussões sobre a estratégia da base governista para a disputar do próximo ano.

No partido, o clima é de apreensão com relação as chapas proporcionais e a possibilidade da sigla lançar o senador como candidato. Ele afirma que é preciso ter calma e não descarta ser candidato a governador.

“Quando era menino em São Raimundo Nonato e quando alguém  perguntava se algo era possível, respondiam que impossível só Deus pecar. Tirando essa possibilidade, tudo sobre a terra e o céu é possível. Mas, não trabalho com essa hipótese. Fui eleito senador em uma eleição de última hora. Muito difícil. As pesquisas  me colocavam em desvantagem, mas tenho obrigação de me dedicar ao meu mandato e compromisso e fazer o máximo como candidato a senador. Mas como presidente do MDB, nesse papel de destaque, e com o diferencial do MDB ter a prefeitura da capital. Temos um prefeito popular e isso é um trunfo para 2022. Sou tesoureiro nacional do partido, senador, como vou ficar de fora das discussões e articulações? Seria um desserviço para meu partido. Evidentemente estarei na linha de frente.  Ajudando a construir uma solução para o grupo que é a base do governador Wellington Dias”,  afirmou.

Marcelo Castro disse que a única certeza que existe no momento é que o partido estará na chapa majoritária. Para 2022, a chapa só  terá  três vagas, já que só terá um para senador.

“Com toda certeza o MDB estará na chapa majoritária. Se tiver uma coisa quase 100% certo, é isso. O MDB teve o maior número de votos, tem o prefeito da capital, vão se admitir que o MDB não participe dessa chapa. Acho improvável”, afirmou.

Dr. Pessoa

Para o presidente estadual do MDB, o descontentamento de parte do MDB com a gestão de Dr. Pessoa é natural e pediu calma.

“É preciso um freio de arrumação. As pessoas têm expectativa e às vezes não cabe dentro da administração. Precisa de calma e serenidade. Dr. Pessoa escolheu um bom secretariado, tem tudo para fazer uma boa gestão e fazendo uma boa gestão, o MDB é que mais vai se beneficiar. O grupo da base do governo. Não só o MDB, mas toda a base”, comentou.

Ele garante que o prefeito terá papel fundamental na estratégia  da sigla.

“O primeiro e o mais ouvido nessa eleição será Dr. Pessoa. Pela proeminência que ele tem. É prefeito da capital. Quando foi  que o Piauí teve uma eleição de governador que o prefeito da capital não foi importante nas decisões políticas? Nunca e nem vai acontecer. O Dr. Pessoa será a primeira pessoa a participar, discutir e opinar. A indicar e influenciar nas decisões que o MDB for tomar. O contrário seria inimaginável”, afirmou.

Eleição Proporcional 

Marcelo Castro buscou acalmar os deputados. Ele lembra que a apreensão são de todos partidos.

“É uma reunião extraordinária para ocupar o lugar de uma ordinária que não conseguimos fazer por causa da pandemia. Evidente que como não  nos reunimos depois da eleição de prefeito  vamos fazer um balanço geral de como o partido se saiu. E sem nenhuma dúvida, não há como um partido se reunir e não falar sobre 2022 nessas alturas. Essa é uma preocupação não só do MDB, mas de todos os partidos. É a primeira vez que vamos fazer uma eleição de deputado estadual e federal sem coligações proporcionais. Nas outras eleições, os partidos tinham uma estratégia eleitoral para fazerem coligações. Sem coligações proporcionais, cada partido terá que fazer sua legenda individualmente. Naturalmente todo partido fica preocupado com isso. Todos que têm mandatos querem se manter e que é candidato querem se eleger. E para se elegerem querem já chapa com uma legenda favorável”, disse.

Fonte: Lídia Brito / CidadeVerde

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