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Site revela o que seria “colaboração proibida” entre Sérgio Moro e Dallagnol na Lava Jato

Site revela o que seria “colaboração proibida” entre Sérgio Moro e Dallagnol na Lava Jato

“O BRASIL E O MUNDO TÊM O DIREITO DE CONHECER”

O site The Intercept, pertencente ao jornalista norte-americano Glenn Greenwald, divulgou neste domingo uma série de matérias com conversas que evidenciariam que o então juiz da Lava Jato, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, teria orientando e sugerido ações no âmbito da Lava Jato, no seu tempo à frente do caso na justiça federal no Paraná.

O aplicativo usado para tratar com o procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, seria o Telegram. Vários diálogos, inclusive, envolvendo outros procuradores da República foram revelados. Em alguns deles há menções aos membros do Supremo Tribunal Federal: “Bandidos!!!”, feito por uma procuradora da República.

A série de reportagens é também assinada pelo jornalista Glenn Greenwald, que ficou conhecido em todo o mundo após ajudar o ex-analista de sistemas Edward Snowden a tornar público informações obtidas pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos.

O The Intercept afirma, ao abrir o especial, que ” publicou hoje três reportagens explosivas mostrando discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato, coordenada pelo procurador renomado Deltan Dallagnol, em colaboração com o atual ministro da Justiça, Sergio Moro, celebrado a nível mundial”.

“Produzidas a partir de arquivos enormes e inéditos – incluindo mensagens privadas, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens – enviados por uma fonte anônima, as três reportagens revelam comportamentos antiéticos e transgressões que o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer”, sustentam.

Uma das matérias traz como título “Exclusivo: Procuradores da Lava Jato tramaram em segredo para impedir entrevista de Lula antes das eleições por medo de que ajudasse a ‘eleger o Haddad’”.

Sustenta o texto que “os procuradores da força-tarefa em Curitiba, liderados por Deltan Dallagnol, discutiram formas de inviabilizar uma entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski porque, em suas palavras, ela “pode eleger o Haddad” ou permitir a “volta do PT” ao poder”.

O objetivo das matérias, segundo o site, é mostrar que os procuradores não são seres “apartidários” e “apolíticos” como querem fazer crer.

As mensagens também mostrariam o então juiz Sérgio Moro e Deltan Dellagnol trocando figurinhas sobre se liberava ou não o convite de Dilma Rousseff para que Lula se tornasse ministro de Estado.

“Não me arrependo do levantamento do sigilo. Era a melhor decisão. Mas a reação está ruim”, chegou a dizer Moro em uma das conversas.

Uma das matérias sustenta ainda que “Moro sugeriu trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão, mostram conversas privadas ao longo de dois anos”.

O The Intercept afirma que primeiro publicou as informações e depois passou a ouvir os envolvidos, temendo houvesse ações para que os diálogos não fossem publicados.

Em nota da Força-Tarefa da Lava Jato, divulgada pelo Portal UOL, os procuradores afirmaram que “muitas conversas, sem o devido contexto, podem dar margem para interpretações equivocadas”.

Fonte: Rômulo Rocha/ Blog Bastidores/ 180graus

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