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Pressão “12 por 8” passa a ser considerada alta no Brasil; entenda novas diretrizes

Até meados de setembro, a famosa pressão ’12 por 8′ era sinônimo de saúde em dia. Mas agora, conforme as novas diretrizes da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), esse número passa a ser considerado pré-hipertensão e deve ser visto como um sinal de alerta.

  • Preciso tomar remédio?

Em geral, não. Na maioria dos casos, a recomendação para pessoas com pré-hipertensão é mudar hábitos: começar a praticar exercícios físicos regularmente, melhorar a alimentação, evitar o sobrepeso, dormir bem, não fumar, reduzir a ingestão de álcool e controlar o estresse, além de fazer acompanhamento médico regular.

  • Por que mudou?

O objetivo é prevenir problemas lá na frente, já que evidências científicas mostram que pessoas com pressão sistólica entre 120 e 139 mmHg e diastólica entre 80 e 89 mmHg (valores considerados pré-hipertensão) têm maior risco de ter pressão alta e outros problemas cardiovasculares no futuro.

A hipertensão arterial continua sendo definida como a pressão maior ou igual a ’14 por 9′. A medida considerada ideal é de 120/70 mmHg (12 por 7), de acordo com as diretrizes mais recentes de cardiologia. Valores iguais ou superiores a 130/80 mmHg são considerados pressão arterial elevada.

É crucial entender que a interpretação da pressão deve ser individualizada e deve-se sempre consultar um médico, pois a pressão ideal pode variar de pessoa para pessoa e a hipertensão é uma condição séria que requer orientação profissional.

Imagem: iStock

Metas mais rígidas para o LDL

A SBC também lançou novas diretrizes para o nível de gorduras no sangue, com o objetivo de reduzir o risco de eventos cardiovasculares como infarto e AVC.

Para pessoas com baixo risco cardiovascular, a meta agora é manter o LDL (colesterol ruim) abaixo de 115 mg/dL.

A recomendação para quem estiver com o LDL entre 115 mg/dL e 144 mg/dL é adotar uma alimentação equilibrada, com orientação de um nutricionista.

Em pacientes com colesterol ruim acima de 145 mg/dL o médico deve considerar o tratamento medicamentoso.

Fonte: UOL/Viver Bem

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