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Com a seca preço da castanha de caju dispara em Picos e região

Preço da castanha sobe – Foto: Jailson Dias

Quem consome castanha de caju percebe o quanto esse alimento, cada vez mais recomendado por médicos e nutricionistas, está caro. O quilo está custando em alguns lugares, dependendo da qualidade do produto, entre R$ 55,00 e R$ 62,00.

Segundo o presidente da COOCAJUPI, Jocibel Belquior Almondes, a carestia se deve aos cinco anos de seca, que reduziram a produção na região de Picos.

“As fábricas não tinham estoque e a primeira safra do ano está sendo a do Piauí e, por conta disso, a castanha se valoriza, porque boa parte dessa castanha vai para o quebrador de castanha que vende na praia e eles pagam um preço bem melhor do que as fábricas”, explicou.

A COOCAJUPI recebe castanhas dos municípios de Francisco Santos, Monsenhor Hipólito, Ipiranga, Vila Nova, Jaicós, Itainópolis e Pio IX, onde existem cooperados. Apesar da alta, Jocibel acredita que em três meses os preços podem diminuir, pois estados como o Ceará tiveram uma “super safra”. No Piauí a produção foi irregular devido à inconstância das chuvas quanto a sua localização.

“A safra também está sendo localizada, lá em Monsenhor Hipólito, por exemplo, tem região que deu uma boa produção, enquanto outras não deram nada”, relatou.

A castanha de caju não pode ficar estocada por muito tempo, em apenas dois anos o produto já está impróprio para o consumo humano. A sua qualidade é determinada pela colheita, validade, processo de produção, armazenagem, doenças em sua formação, dentre outros fatores.

Apesar de a população piauiense ser grande consumidora de castanha, a COOCAJUPI comercializa 80% de sua produção para a Itália, o que equivale a 30 toneladas por ano. “Existe uma demanda muito grande no mercado europeu e tivemos a oportunidade de conhecer os nossos clientes. E existe um espaço a ser preenchido. Se tivéssemos 90 toneladas, lá teria espaço para isso”, informou.

Presidente da COOCAJUPI, Jocibel Amondes

Os compradores não são apenas grandes comerciantes, mas pequenos mercadinhos também. Até na sede da COOCAJUPI os clientes vão comprar dois ou três quilos para consumo da sua família.

Até o final de 2017 Jocibel acredita que 500 produtores estarão associados à COOCAJUPI. Mesmo com a seca dos últimos anos, ele destaca que essa atividade compensa, pois famílias que possuem oito equitares chegaram a faturar R$ 40 mil com a venda da castanha.

Jaílson Dias/Folha Atual

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