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Em Campo Grande do Piauí, Açude Cocos seca completamente por conta da estiagem; veja fotos

Em Campo Grande do Piauí, Açude Cocos seca completamente por conta da estiagem
Em Campo Grande do Piauí, Açude Cocos seca completamente por conta da estiagem

Situado na localidade Cocos, zona rural do município de Campo Grande do Piauí, o Açude Cocos, a cerca de um mês, secou completamente por conta da estiagem prolongada que atinge a região.

O Açude, que em períodos passados, de fartas chuvas, já foi a principal fonte de água para a população que vivia ao seu redor, hoje, é utilizado apenas para consumo animal. Com a sua seca completa, são os pequenos criadores da região, os que mais sentem, já que eles têm no açude, a principal fonte de água para o abastecimento de seus rebanhos.

Hoje, o Açude Cocos é utilizado apenas para consumo animal.

Um dos mais afetados, o criador Serafim Manoel Bezerra, que tem 46 cabeças de gado “soltas” na região, cavou uma cacimba para “minar água”, mas não obteve sucesso. Sem ver alternativas, cavou um pequeno reservatório dentro do próprio açude, onde a cada 15 dias, despeja aproximadamente 24 mil litros de água para matar a sede do seu rebanho.

O gado magro, para matar a sede, depende do pequeno reservatório mantido artificialmente.

Na última quarta-feira (27), a equipe do CGNotícias acompanhou a luta de “Seu Serafim” enfrentando um dia de trabalho sob forte sol para conseguir o alimento dos animais. Para enfrentar a forte estiagem, o sertanejo, corta e queima Mandacaru, para ser usado como ração para o gado magro.

“Seu Serafim” corta e queima Mandacaru para alimentar o rebanho.

“Seu Serafim” nos contou que é mais viável abastecer o açude e manter o seu rebanho na região do que leva-lo para casa, onde teria que alimenta-lo com ração. “Eu já estou nessa luta para não levar pra casa, porque se eu levar pra casa não tenho condições de dar ração, aqui o campo é grande, antes eles por aqui, se rebolando, comendo uma folhinha seca, uma fita de croá que eles forem achando por aí, porque se eu levar pra casa, não tenho condições de manter.”

Serafim Manoel Bezerra, criador da região.

Mesmo diante das dificuldades, o criador demostra fé e esperança por dias melhores. “É muito triste, mas é preciso enfrentar essa dor. O sertanejo é um bicho teimoso, bom era se não precisasse, se Deus mandasse, mas já que nosso sertão é nessa situação a gente vai enfrentando assim mesmo, como Deus quer”, concluiu “Seu Serafim”.

Fonte e fotos : CG Notícias

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