São Julião

Jovem de São Julião vence Concurso de Poesia promovido pela ALERP

A ALERP na busca de novos talentos
A ALERP na busca de novos talentos – FOTO: REPRODUÇÃO

Academia de Letras da Região de Picos – ALERP, divulgou neste sábado, 22 de outubro, dentro da programação do XVIII Seminário de Literatura Piauiense e XV de Literatura Picoense, o resultado do Concurso de Poesia organizado pela entidade, conforme o edital 003/22, de 02 de agosto do ano em curso, nas categorias adulto e infantojuvenil. Os três primeiros colocados receberam trofeus, certificados e um kit de livros dos autores alerpianos. Além do mais, terão seus poemas publicados numa antologia que reunirá o trabalho de todos os participantes do certame.

Para o professor Francisco de Assis Sousa, presidente da ALERP, o concurso de poesia é um dos maiores e mais significativos eventos que a academia promove, porque é totalmente voltado para os talentos que se encontram ocultos, guardados nos arquivos pessoais de cada poeta e escritor que não tem a oportunidade de mostrar os seus escritos. O presidente enfatizou também que escrever é um ato de cidadania. É um ato de integração com o mundo e parabenizou não só aos premiados, mas a todos os participantes do concurso nas categorias adulto e infantojuvenil.

Veja o resultado abaixo!

CATEGORIA: ADULTO

Aureliano Francisco de Carvalho Gomes – Simões/PI – Foto: PROF. FRANCISCO DE ASSIS SOUSA

1º LUGAR

Aureliano Francisco de Carvalho Gomes – Simões/PI
Poema: Súplicas

Deixe-me ler e reler as suas linhas e entrelinhas.
Deixe-me entrelaçar e enlaçar em seus laços.
Deixe-me acender e ascender aos seus compassos.
Deixe-me encher e preencher as suas linhas.

Concede-me com sede que seja minha.
Inteira e tê-la como estrela em meu espaço.
Se eu posso ir, me deixe possuir que o faço.
Deixe-me ser teu como um ateu que a te se alinha.

Deixe-me cobrir e descobrir os seus segredos.
Mande que as minhas mãos ande na contramão.
E que em te corram e percorram os meus dedos.

Os seus sussurros, com urros e uivos de amar.
E os meus toques te provoque arrepio de paixão
E exale um eflúvio em dilúvio de prazer no ar.

Nelson Ned – FOTO: PROF. FRANCISCO DE ASSIS SOUSA

2º LUGAR

Nelson Ned Leal Pereira – Teresina/PI
Poema: A vírgula de cada dia

Naquilo que há chave tem segredo
Pausa, enfatiza, passa para frente
Tantas horas escolhidas a dedo
No traje da linguagem corrente
Reflete, pondera, volta e meia aponta
Fugir do leme transparece afronta.

O que vai pairando sem pressa
Esforço, suor, parcela de sacrifício
Ver a pontuação caxingar na via expressa
Suscita valores secos do ofício
Gotejamento, percepção, inerente ao que é
Virgulando o brado transitar a pé.

Entre caracteres e espaços vazios
Toda encruzilhada tem a vírgula que merece
Pelos apetites nos verbos macios
Cabeça não pensa, corpo do texto padece
Clicar a linha do mel da vida todos os dias
Ornamento para boas vivências em analogias.

As vírgulas pingam, desfilam e deslizam
Furtam-se pelo alentar ofegante
Algumas suspeições se materializam
Por perto, de certo e não obstante
Assim como numa lida urbana em questão
Cada dia de calor tem uma vírgula de estimação.

Alongam-se vírgulas rumo aos rumos
O asfalto corta a serra prendendo a respiração
Cerrando com cortes cortantes prumos
Terras moldadas primitivamente em ação
Curvas fáceis e montes fascinantes
Arbustos brutos virgulam Picos relevantes.

Ana Maria de Araújo Batista – Picos/PI – FOTO: PROF. FRANCISCO DE ASSIS SOUSA

3º LUGAR

Ana Maria de Araújo Batista – Picos/PI
Poema: Encontra-se a poesia

Quer saber onde encontrar
Realmente a poesia
Na prece de cada dia
Perceba que ela estar
Na beleza da alegria
E na emoção que nos guia
Poesia faz vibrar!

Encontra-se a poesia
No mistério que ressoa
Na vida, que anda à toa
Na guerra e na harmonia
Também tem na vida boa
No sofrimento que ecoa
No prazer e na agonia!

Presente na natureza
Na dança do beija-flor
No canto cheio de amor
Na vida de incerteza
Sem liberdade e com dor
Poesia traz sabor
E um traço de leveza!

É fácil de a encontrar
Na onda a tocar na areia
No sangue a correr na veia
No céu, na terra e no mar
Na fada e na sereia
No indivíduo que semeia
Na estética, no imaginar!

A poesia impressiona
Pelas cores da emoção
Que dá prazer, que é paixão
E no canto sem sanfona
Que suaviza a razão
Na vida em profusão
É a lira que apaixona!

MENÇÃO HONROSA:

Poema: Antes mil vezes perder-te
Gilvane Lídia de Brito – Serra Velha, Alagoinha do Piauí – PI

Poema:Alma de passarinho
Raila dos Reis Sousa – Curral Novo do Piauí – PI

Poema:Monólogo da árvore
Antonio da Cruz Silva – Teresina – PI

Poema:Fragmento
Edevânia Maria de Sousa Carvalho – São Julião – PI

Poema:E o mundo no futuro?
Aldeni Ribeiro de Sousa – Avelino Lopes – PI

Poema:Tecer: Ter-Ser
Emmanuel Thallyson Sousa Magalhães – Fortaleza-CE

Poema:Eu sou
Leonardo Pereira dos Santos – Teresina/Vila Nova do Piauí-PI

Poema: Duelo de pensamentos
Goclênio Luz de Araújo – Picos-PI

Poema: Súplica Humana
Carlos Eduardo Ramos Silva – Vila Nova do Piauí-PI

Poema: Vitae
Carlos André Bezerra Pimentel – Teresina-PI

CATEGORIA: INFANTOJUVENIL

Lucas de Sousa Leal – São Julião/PI – FOTO: PROF. FRANCISCO DE ASSIS SOUSA

1º LUGAR

Lucas de Sousa Leal – São Julião/PI
Poema: A resistência do cacto

Quando vejo um cacto
Levo como inspiração
Vou te explicar o motivo
Preste bem atenção.

Rodeado de espinhos
Demonstra muita dureza
Com a sua resistência
É o mais forte da natureza.

Com um tom de verde escuro
No fim fica desbotado
Representa a esperança
Para não ser derrotado.

Assim é a nossa vida
Levo com muita segurança
O espinho representa a dor
Mas o verde é esperança.

Para conquistar um ninho
Devemos ser persistente
Primeiro vem o espinho
Para depois vir a semente.

Ellen Gabriela Correia Pires – Avelinópolis/GO – FOTO: PROF. FRANCISCO DE ASSIS SOUSA

2º LUGAR

Ellen Gabriela Correia Pires – Avelinópolis/GO
Poema: Meretriz

Ergueu a fronte do destino,
Em tuas visagens reluzia, como pântano,
O maior pecado contra o sacrossanto
Percorria tuas veias e ecoava de tua boca.

Um, dois…Homens para quais tu gemia!
A conta é interminável.
Te vestem de seda
Desde o pai de família até o bêbado da taberna imunda.

Abençoa-te o corpo, os banhos do começo das noites,
Para que tu dispa-se e embebede
Os que desejam tocar-te a carne
E gemer sob teu corpo.

Deram-te tantos todos fúteis,
Encurvados e tortos,
És tu o erro do destino
Exprimindo de teu ventre o gozo inerte de uma felicidade morta.

És tu alívio,
Corpo aberto para quem ofereça-te algo,
Deita, geme e grita
E a quantidade dos homens da noite, anota erroneamente em teu passado

Lorena Moura foi a terceira – FOTO: PROF. FRANCISCO DE ASSIS SOUSA

3º LUGAR

Lorena de Sousa Veloso Moura – Picos/PI
Poema: O chamado

Viver é um eterno aprender
Ter esperança e acreditar
As dificuldades vão surgir
E é importante enfrentar
Pois os tempos são difíceis
Mas tudo isso irá passar

O chamado é pra você
Jovem, que vive a sofrer
Não existe um problema
Que não possa resolver
Basta lutar e não desistir
Confie, você vai vencer

A depressão é um problema
Que é necessário enfrentar
Procure sempre ajuda
Não se deixe afugentar
Você não está sozinho
Com alguém pode contar

Temos motivos de sobra
Para escolher pela vida
É um dom dado por Deus
Precisa ser bem vivida
Estamos só de passagem
Nessa “terra mais garrida”

Sociedade, pare de julgar
E busque sempre ajudar
Ninguém precisa de crítica
Há uma causa a abraçar
Suicídio não é brincadeira
Atitudes precisam mudar

Uma atitude blasée
É o que não podemos ter
Dessa forma Simmel define
O ato de não compreender
A sociedade precisa evoluir
E a situação do outro entender

Tenha sempre empatia
Pelo próximo tente lutar
Entenda as dificuldades
E auxilie a solucionar
Não julgue e sim ajude
Assim tudo vai melhorar!

MENÇÃO HONROSA:

Poema: Meu bem querer, meu sertão
Ademar Juscelino da Silva – Vila Nova do Piauí – PI

Poema: Arte moderna
Emily Ohana da Silva Soares – Picos – PI

Poema: Onde está a justiça?
Maria Vitória Carvalho – Picos – PI

Poema: Fatos e fatos
Rauan Vinicius de Carvalho Luz – Picos-PI

Poema: Preconceito, até quando?
Francisco Evandro de Sá – São Julião-PI

Poema: O mundo atual
Yago Guilherme Correia Santos – São Julião-PI

Poema: Mundo cruel
Sara Katlen de Brito Nascimento – Picos-PI

Poema: A ilusão do mar impiedoso
Louhan Kauenno de Souza Viana – Alagoinha do Piauí-PI

Comissão Julgadora:

Francisco Valentim Neto – Poeta e acadêmico da ALERP
José Antônio da Luz – Poeta e acadêmico da ALERP
Vilebaldo Nogueira Rocha – Poeta e acadêmico da ALERP

Fonte: Blog do Prof. Francisco De Assis Sousa/Portal Verdes Campos Sat

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