DestaquePiauí

Semarh devolve 50 animais silvestres ao habitat natural no Norte do Piauí

Ação reforça trabalho de resgate e reabilitação e eleva para mais de 150 o número de espécies reintegradas à natureza neste ano.

Semarh devolve 50 animais silvestres ao habitat natural no Norte do Piauí

A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) realizou, nesta semana, uma ação de soltura que devolveu 50 animais silvestres ao habitat natural em áreas ambientais no Norte do Piauí. A iniciativa integra as atividades do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), que intensificou o trabalho de resgate, recuperação e reintegração da fauna no estado. Neste ano, mais de 150 animais já foram reintroduzidos à natureza.

Entre os animais soltos estão 20 jabutis das espécies piranga e tinga, além de aves e pequenos mamíferos, como dois chico-preto, dois sabiá-laranjeira, seis galo-de-campina, dois bigode-de-coleira, um golinho, um garibaldi, um cancão, dois saguis-de-tufo-branco, dois papa-capim, um caburezinho, um bigodinho, uma rolinha, um xexéu, um carcará e uma buraqueira. Muitos deles haviam sido mantidos como domésticos ou resgatados de situações de tráfico e maus-tratos.

Semarh devolve 50 animais silvestres ao habitat natural no Norte do Piauí

Segundo a Semarh, grande parte dos animais chega ao centro debilitada, desnutrida ou ferida, com dificuldades de locomoção ou comportamento alterado. O processo de recuperação pode durar meses, envolvendo tratamento para restabelecer musculatura, capacidade de voo, faro e autonomia para busca de alimento. A soltura só ocorre após a equipe técnica confirmar a plena capacidade de sobrevivência no ambiente natural.

A gerente de Fauna e Proteção Ambiental da Semarh, Danielle Melo, afirma que cada ação representa uma etapa importante para a fauna local. Ela ressalta que o retorno dessas espécies ao ambiente natural contribui diretamente para a recuperação dos ecossistemas do Piauí.

As áreas escolhidas para receber os animais passaram por avaliação prévia, garantindo condições adequadas de água, alimento, abrigo e segurança. O trabalho segue acompanhado por monitoramento, que busca assegurar a adaptação de cada espécie ao novo ambiente.

Fonte: Revista AZ

Comentários

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo