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Lula lidera intenções de voto entre católicos e evangélicos, diz Datafolha

Lula lidera intenções de voto entre católicos e evangélicos, diz Datafolha

Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha nesta segunda-feira (23) mostra que os eleitores evangélicos preferem votar na ex-ministra Marina Silva, e subsidiariamente em Jair Bolsonaro (PEN).

Mas pela pesquisa que sugere um cenário onde apenas evangélicos votariam, o ex-presidente Lula aparece em primeiro lugar com 29% dos votos dos religiosos (no cenário geral Lula tem 35% das intenções de votos). Bolsonaro aparece em segundo lugar com 21% e Marina Silva em terceiro com 17% das intenções de voto.

Jair Bolsonaro – Foto: Dida Sampaio/Estadão

Quando a pesquisa sugere aos entrevistados um cenário político sem a presença de Lula, Marina lidera com 27% das intenções de voto e Jair Bolsonaro com 23%.

Para chegar nesses dados, o Datafolha ouviu 2.772 pessoas em 194 municípios, fazendo uma sondagem estimulada onde os nomes dos candidatos são exibidos em cartões e os entrevistados apontam em quem votariam.

Marina Silva – Foto: Thiago Bernardes/Estadão

Entre os católicos, Lula tem 40% das intenções de voto. Quando o líder do PT sai de cena, Marina tem 21% e Bolsonaro 16%. Ou seja, em todos os cenários, Lula é o primeiro colocado, mesmo estando envolvido em esquemas de corrupção. Na hipótese dele concorrendo, Bolsonaro aparece em 2º, na hipótese dele não concorrendo, é Marina Silva que herda seus votos, ficando em 1º, seguida por Jair Bolsonaro que aparece em 2º.

Os números são curiosos pelo fato da maioria dos religiosos serem mais alinhados com as ideias fundamentalistas de Bolsonaro, e distantes das de Lula, mas mesmo assim o petista consegue sair na frente.

Outros números
Oito em cada 10 brasileiros dizem não seguir a opinião de seus líderes religiosos durante as eleições, segundo o Datafolha. Embora 19% das pessoas considerem as recomendações da liderança, 4% seguem as indicações apenas se o candidato for ligado à sua igreja.

O número de pessoas que são influenciadas pelos pastores no voto aumenta entre os evangélicos (26%), com um número ainda maior entre os fiéis neopentecostais (31%). Cerca de 9% disseram já ter votado em alguém indicado por seu líder religioso, comparado aos 8% em um levantamento feito há quatro anos.

A pesquisa reforça que evangélicos (16%), sobretudo os neopentecostais (28%), se revelam mais suscetíveis à recomendação de suas igrejas, mas continuam sendo uma minoria dentro do universo religioso.

De acordo com Gerson Moraes, professor de teologia e de política da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é errado tratar evangélicos como uma massa uniforme. “Por exemplo, grupos históricos, em geral mais escolarizados, têm a visão de que a igreja pode ser a consciência do Estado, mas jamais dominar o Estado”, disse ele ao jornal Folha de São Paulo.

Fé brasileira
Embora o eleitor não seja influenciado por seu líder religioso no momento do voto, o Brasil é um país de fé — 98% da população acredita em Deus. Segundo o Censo, o número de evangélicos saltou de 15,4% em 2000 para os atuais 32% detectados no Datafolha. Já católicos diminuíram de 73,6% para 52%.

Em setembro, o Datafolha entrevistou 2.772 brasileiros de 194 cidades apresentando três hipóteses: um presidenciável católico, um evangélico e um ateu.

Entre as respostas, 25% votariam no católico com certeza, 49% talvez e 16% de jeito nenhum. Os índices para o evangélico foram, respectivamente, de 21%, 46% e 24%. Já para o ateu, 8% votariam com certeza, 33% talvez e 52% jamais o elegeriam. Entre neopentecostais, a resistência ao político descrente chega a 67%.

(Guiame e JM)

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