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Mulher de Jaicós completa 107 anos e sua história de luta vira exemplo; confira

Ângela Maria da Conceição – 107 anos

Neste sábado a jaicoense Ângela Maria da Conceição, conhecida como Dona Ângela completou 107 anos e sua história virou um verdadeiro exemplo. Uma reportagem do Portal Saiba Mais homenageou a figura simpática que representa um verdadeiro exemplo, confira:

Dona Ângela nasceu em 20 de maio de 1910 em Jaicós e foi casada com Alípio Manoel do Nascimento, que faleceu aos 83 anos. Eles tiveram nove filhos: Clotildes Maria do Nascimento (Dona Tidinha), Maria do Nascimento, Teresinha Maria do Nascimento, Maria das Mercês do Nascimento, Maria das Graças do Nascimento (Gracinha), Edmundo Alípio do Nascimento e José Arimatéia do Nascimento.

O casal perdeu dois filhos: um menino com 9 dias de nascido e uma menina com 3 anos de idade. Dona Ângela mora com a filha Gracinha, na rua Antônio Matias no bairro Alto de Adão.

De estatura baixa, voz calma, Dona Ângela transmite paz e tranquilidade e, não esconde no semblante a experiência ter vivido mais de um século.

Nem Dona Ângela e muito menos a sua filha Gracinha conseguiram numerar a quantidade de netos, bisnetos e tataranetos, pois a família é numerosa, e o último levantamento foi feito quando ela completou 100 anos, através da neta Maninha.

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Dona Ângela narrou que foi criada por Dona Celina e seu Benedito, de quem tem grandes e boas recordações. Começou a trabalhar cedo na vida e se casou aos 18 anos com seu Alípio.

“Trabalhei muito na roça, só não puxei enxada, mas apanhei feijão e catei algodão. Não tinha quem catava algodão mais do que eu”, contou ela orgulhosa do feito.

Além de ser boa ‘catadeira’ de algodão e feijão, Dona Ângela trabalhou muito tempo também fazendo renda para colocar nas anáguas das moças da sociedade daquela época.

Outra trabalho que lhe rendeu um bom dinheiro e ajudou na renda da família na época, foi a confecção de ‘surdão’, que ela fazia com suas próprias mãos, uma espécie de saco feito de croá que servia para armazenar e transportar, farinha, goma, feijão e outros alimentos para toda a região.

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Ela nunca pintou o cabelo e ainda mantém alguns fios pretos na cabeça.

Foram muitas as histórias narradas por Dona Ângela e com muita precisão dos fatos. Em uma delas, ela narra que chegou a fumar cachimbo. “Fumei durante muito tempo cachimbo. Só que eu nunca traguei”, sorriu.

Gracinha que cuida da sua mãe com muito carinho, conta que sua mãe é muito saudável. “Ela não sente dor nenhuma, não tem problema de saúde. O único remédio que ela toma é para controlar a pressão. Se alimenta bem. Come arroz, feijão, carne e só quer almoçar com suco ou refrigerante. Eu não dou mais refrigerante, só ofereço suco, agora. Às vezes eu ofereço um mingau, uma comida mais leve, mas ela não aceita. E pela manhã ela bebe um copo de leite”, contou.

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Gracinha também que até pouco tempo Dona Ângela pedia para tomar café todos os dias, mas com o passar do tempo ela foi diminuindo, até deixar de vez.

Subiu o Morro dos Três Irmãos a pé, quando completou 100 anos
A história de vida da Dona Ângela chama a atenção não só pela longevidade dos seus anos, mas pela força e determinação de ter chegado até aqui, superando os medos interiores, as adversidades, sem perder a fé e a coragem de viver.

Poucos dias após completar 100 anos, ela foi levada pela sua filha Gracinha e alguns familiares que vieram de São Paulo para o Morro dos Três Irmãos, que fica distante 18 km da cidade de Jaicós.

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Diferente de hoje, o local era de difícil acesso, subida íngreme, o que tornava um desafio até para os mais jovens.

Diante dos fatos, um dos familiares resolveu ficar para fazer companhia para Dona Ângela, logo no início do acesso ao morro.

Para surpresa de todos, ela disse que não queria ficar, e sim, subir o morro também. Diante do pedido não houve resistência. Dona Ângela, com passos lentos, mas firmes, subiu o Morro dos Três Irmãos ao 100 anos, um verdadeiro exemplo de determinação.

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Portal Saiba Mais

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