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Multidão entrega currículos na sede da Qualiman, no Cabo de Santo Agostinho para retomada das atividades da Rnest em Recife/PE

Centenas de pessoas se dirigiram a portaria da empresa Qualiman, no Cabo de Santo Agostinho, para entregar currículos
Centenas de pessoas se dirigiram a portaria da empresa Qualiman, no Cabo de Santo Agostinho, para entregar currículosFoto: Cortesia/WhatsApp

Com a retomada das atividades da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Suape, centenas de pessoas começaram a entregar seus currículos na portaria da empresa Qualiman Engenharia e Montagens, no Cabo de Santo Agostinho, nesta quarta-feira (29). A Ordem de Serviço foi assinada nesta segunda-feira (27), e desde a terça os trabalhadores começaram a entregar os currículos.

Apesar da grande mobilização dos trabalhadores na frente da sede da empresa, nenhum profissional de RH ou da Diretoria esteve presente para ordenar ou receber os currículos, que eram entregues diretamente ao porteiro. De acordo com ele, a empresa receberá os documentos até às 16h desta quarta. Nos dois dias, cerca de duas mil pessoas devem passar pelo local.

A conclusão da Unidade de Abatimento de Emissões (Snox), que foi interrompida em 2014, é uma esperança para esses trabalhadores, mas ainda não há garantias que esses currículos serão aproveitados pela empresa. A Petrobras não divulgou nenhuma informação sobre número de vagas que serão preenchidas ou prazo para que as obras comecem. No entanto, os trabalhadores que compareceram ao local esperam a contratação imediata de pedreiros, armadores, ajudantes e carpinteiros.

Mesmo com as incertezas sobre as oportunidades que a retomada das obras na Refinaria traz, o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada de Pernambuco (Sintepav-PE) garante que já está pressionando o Governo para que os trabalhadores contratados não venham de fora do Estado, mas sejam aqueles que foram demitidos com a interrupção das atividades. Somente em 2015, mais de 40 mil profissionais foram desligados das obras em Suape. Com a contratação da Qualiman, o Governo do Estado estima que pelo menos oito mil vagas sejam abertas.

Construção da Refinaria Abreu e Lima está parada desde 2014
Construção da Refinaria Abreu e Lima está parada desde 2014Foto: Arthur mota/arquivo folha
Após um hiato de quase três anos, as obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Suape, serão, finalmente, retomadas. Quase no fim do prazo estabelecido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que se encerraria no fim deste mês, a Petrobras assinou o contrato para a conclusão da Unidade de Abatimento de Emissões (Snox), obra descontinuada em 2014. A ordem de serviço foi validada na última segunda-feira com a empresa paulista Qualiman Engenharia e Montagens, cujo nome já tinha sido citado como a eleita para a conclusão da obra em abril do ano passado pela Folha de Pernambuco.

A notícia renova as esperanças de milhares de trabalhadores que perderam os seus empregos na desmobilização das obras do empreendimento. O Governo do Estado calcula que, apenas em 2015, mais de 40 mil pessoas foram demitidas do canteiro.

No ano passado, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, foi surpreendido por uma avalanche de currículos de ex-funcionários da Rnest, em visita a Pernambuco. Na ocasião, o cadastro de currículos do Sintepav ultrapassava 15 mil pessoas. “Vamos pressionar para que as contratações sejam feitas em Pernambuco”, disse o secretário do Sintepav-PE, Rogério Rocha.

A Petrobras não informou o valor do contrato com a Qualiman, nem o início das obras ou quantas pessoas devem ser contratadas. O Governo do Estado estima a geração de até oito mil vagas na retomada da totalidade das obras da Rnest, que incluem o Trem 2, que será reativado apenas quando Petrobras con­seguir atrair um parceiro.

A retomada da construção do Snox, unidade que integra primeira linha de refino (Trem

1) da Rnest, é aguardada desde 2014 e configura um dos capítulos mais complicados do empreendimento, alvo das investigações da Operação Lava Jato. Em crise, a Alusa (Alumini), responsável pela obra e também investigada na Lava Jato, abandonou o canteiro em 2014, decretando recuperação judicial em 2015.

Sem a Snox a Petrobras perde dinheiro, porque a capacidade de produção do Trem 1 ficou limitada a 100 mil barris de petróleo dia (bpd) até a conclusão do equipamento, conforme determinado pela CPRH. A Qualiman não aparece no hall da Lava Jato, mas já foi citada em nota técnica do processo que apura formação de cartel em licitações conduzidas pela petrolífera pelo Cade. A reportagem não conseguiu contato com a empresa.
Folha de Pernambuco

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