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“Cara de empregada”, “devia morrer”: o choro dos racistas e inconformados com a vitória da piauiense Monalysa no Miss Brasil 

“Cara de empregada”, “devia morrer”: o choro dos racistas e inconformados com a vitória de Monalysa no Miss Brasil (Foto: Reprodução TV Band/OitoMeia)

Neste sábado (19/08) a nova miss Brasil foi apresentada para o nosso país e também ao mundo. Negra, de cabelos cacheadas e piauiense, Monalysa Alcântara foi saudada como uma representação da brasilidade, como os próprios jurados afirmaram no discurso que rendeu a coroa a jovem de 18 anos. A vitória de Monalysa foi recebida com orgulho, naturalmente, pelas negras de todo o Brasil e também para todo o Nordeste, que historicamente sofre com o preconceito e o discurso de ódio de brasileiros das demais regiões, especialmente do Sul e do Sudeste do país.

Apesar da vitória estar sendo celebrada pelos brasileiros e piauienses que enxergam o merecimento e a beleza de Monalysa Alcântara, a jovem miss está recebendo também alguns ataques racistas e de ódio nas redes sociais. Infelizmente essa não é a primeira e nem a última vez que isso acontece. No Miss Brasil 2016, quando a também negra e de cabelos cacheados Raissa Santana ganhou a coroa de mulher mais bonita do país ou quando a repórter Maju Trindade começou a ganhar destaque no jornalismo da Rede Globo, foram registrados ataques racistas que tiveram como consequência investigações criminais já que, não custa lembrar, racismo é crime.

Miss Brasil de 2017 que coroou a representante do estado do Piauí (Foto: Divulgação Band)

Basta dar uma navegada pelas redes sociais em posts falando sobre o Miss Brasil que facilmente é possível encontrar comentários racistas e de ódio que vão desde “favelada” até mesmo pessoas desejando a morte da modelo. Os comentários podem ser encontrados na página oficial do Miss Brasil, em sites de notícias ou em tags do Twitter.

Um internauta postou que desejava a morte de Monalysa para que a segunda colocada assumisse o posto. Outra internauta publicou em seu perfil no Twitter que a piauiense tinha cara de “empregada”: “Credoooo! A Miss Piauí tem cara de empregadinha, cara comum, não tem perfil de miss, não era pra tá aí”, postou Juliana Porto. Entre os que criticam a decisão dos jurados que alegaram a brasilidade da miss, há os ofendidos com a alusão à cor de Monalysa: “O que é a famigerada brasilidade? É ser negra?”, questionou outro espectador do Miss Brasil.

CONFIRA ALGUNS DOS POSTS COM CRÍTICAS, ÓDIO E RACISMO CONTRA MONALYSA:

RACISMO NA INTERNET É CRIME 

Em 2016 foi aprovada uma lei que prevê como crime de racismo e discriminação qualquer ofensa do gênero na internet. Sendo assim, quem for acusado de preconceito por raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade cometido por meio da internet, ou de qualquer outra rede de computadores destinada ao acesso público, poderá ser condenado a pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

A proposta foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)  no dia 15 de julho de 2016 e atualiza a lei de racismo no Brasil, além de dar ao juiz a possibilidade de interditar mensagens ou páginas de acesso público.

Fonte: OitoMeia

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